
O dia não estava quente, também não estava tão frio como tinha acontecido nas ultimas semanas, ela era bem bonita, só não estava mais bonita porque sua pele estava cansada, ela andava chorando, mas até que estava se acalmando, mas ainda faltava muito pra que aquele sorriso fabuloso se estampasse em seu rosto; ela queria balançar...
Ela encontrou um balanço, ele era bonito, decorado e ela se sentia bem confortável... O vento pedia, ela começou a balançar e bem forte, porque era disso que a mocinha gostava, sentir; ela balançava e cada vez mais forte, mais forte e as cordas pareciam cada vez mais firmes e o vento lhe sorria soprando os cabelos e pedindo que continuasse seu movimento, pois o sorriso estava bem ali no alto...
O garotinho sempre ía naquele balanço e começou a achar graça do balançar da nossa menininha, ele não tinha nem coragem de falar, apenas a olhava naquele belo balanço cheio de flores, que pareciam estar em perfeita sintonia com a mocinha, ela o viu, não disse nada, só o viu, não era tão fácil pra ela ser tão simpática como de costume, apesar de ser simples...
- Que bela puppila és tu que vem no meu balanço...?
- O balanço não és teu!
se riram... e ele sentou junto à ela, por um tempo se olharam e falaram, ele quase por quase pegou em sua mão, mas não atreveu, ela parecia ser doce, mas estava meio que rude, talvez por não conhece-lo, mas ele não atreveu...
"A mãozinha graciosa que está sobre o balanço fica quieta, os olhos
acompanham, e a mãozinha so repousa; o mocinho encara sua face, sem saber o que
fazer, por fim tornam a somente balançar com um doce sorriso da puppila..."
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